“Mania de bater na porta de quem não abre, de ligar pro número de quem não atende, de escrever tudo pra quem não vai ler, de falar um mundo pra quem não quer escutar… Mania boba de insistir demais em quem não merece um terço da minha atenção.”
“Você é peça rara, quase um bilhete para se pichar nas ruas de um vilarejo onde se passa um trem com viajantes. O tipo de coisa para se ler e não tirar da cabeça. O tipo de coisa que dói, que para o tempo, que suspende os pensamentos. Simples, honesto e rápido. Que fica para uma vida inteira ou só uns cinco minutos que jamais se esquecerão.”
“E lá vem ele dizer que meu cabelo sujo tem cheiro bom. E que já que eu não liguei e não atendi, ele foi dormir. E que segurar minha mão já basta. E que ele quer conhecer minha mãe. E que viajar sem mim é um final de semana nulo. E que tudo bem se eu só quiser ficar lendo e não abrir a boca. Com tanto potencial pra acabar com a minha vida, sabe o que ele quer? Me fazer feliz. Olha que desgraça. O moço quer me fazer feliz. E acabar com a maravilhosa sensação de ser miserável. E tirar de mim a única coisa que sei fazer direito nessa vida que é sofrer. Anos de aprimoramento e ele quer mudar todo o esquema. O moço quer me fazer feliz. Veja se pode.”